Dia da Independência da Bahia



No dia 8 de maio de 2013, há apenas seis anos, o Dia da Independência da Bahia, que acontece no dia 2 de julho, foi oficialmente reconhecido pelo Senado como uma data de importância nacional no Brasil.

Dia da Independência da Bahia
Dia da Independência da Bahia
O reconhecimento não significa que se tornará feriado nacional, mas a data tem um lugar importante nos corações dos baianos, que têm nesse o dia de seu grito de liberdade.

Trata-se de uma batalha que foi travada por bravos guerreiros que não desistiram e lutaram até o fim para atingir os fins a que se propunham, o que culminou no Dia da Independência da Bahia.

O processo que levou a Bahia à Independência

Enquanto Dom Pedro I gritava “Independência ou morte!” Às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo, a guerra para se chegar ao Dia da Independência da Bahia contra os militares portugueses estava em pleno andamento.

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Na verdade, não só terminou depois que o Brasil foi declarado independente, mas começou antes que a luta pela independência brasileira tivesse começado. Os esforços baianos, no final, foram o que enviou a embalagem portuguesa.

De fato, o povo baiano orgulha-se de 2 de julho porque é a data comemorativa que simboliza a verdadeira luta pela independência (e não apenas uma simples proclamação), onde não só derramam muito sangue e lágrimas, mas também escravos e descendentes indígenas (os caboclos) se juntaram para ajudar na luta.

Foi também onde se viram em desvantagem, por três mil soldados portugueses contra mil e quinhentos do lado brasileiro.

Procedimentos legais da Coroa e a Batalha dos Baianos: os fatos históricos

Em 1822, os tribunais reais de Lisboa ordenaram ao comandante português Madeira de Melo que assumisse o controle da Bahia à luz do retorno de Dom João VI à Europa quase um ano antes.

Os rumores e, posteriormente, o conhecimento de que seu filho, D. Pedro I, não voltaria a Portugal, provocaram a nomeação de Madeira de Melo. Com o início de 1823, reforços portugueses chegaram a Salvador, dominando a cidade.

Dom Pedro I, então, enviou tropas brasileiras, que eventualmente tiveram que voltar para a região do Recôncavo fora da capital. (Importante notar que “brasileiro” aqui significa lutar pelo Brasil, já que quase todas as tropas que realmente o fizeram eram portuguesas).

Cercado e com comida e munição a esgotar-se, Madeira de Melo solicitou mais tropas portuguesas da Europa. Foi então que Dom Pedro I mandou o general e mercenário francês, Pedro Labatut, expulsar os inimigos.

Labatut já havia participado das Guerras Napoleônicas, bem como ao lado de Simon Bolívar, na Colômbia. É um tanto irônico que um francês empurre os portugueses para fora do Brasil, já que foi devido à invasão francesa que os portugueses foram para o Brasil em primeiro lugar.

Na Batalha de Pirajá, que foi um momento decisivo na luta para se concretizar o Dia da Independência da Bahia (e, em última análise, do Brasil), Madeira de Melo tomou a ofensiva e acabou se lesionando.

Um relato da batalha relata a história de um soldado que, embora fosse português, mas lutava pelos brasileiros, confundiu as tropas portuguesas dando o som para que elas avançassem de acordo com um cenário específico do campo de batalha.

O único problema era que o cenário não estava realmente acontecendo, então em vez de avançar, eles recuaram, ponto em que as tropas brasileiras atacaram, vencendo a batalha.

Os portugueses se retiraram para o centro da cidade e logo se viram enfraquecidos, cansados, com baixo poder de fogo, e com uma frota brasileira (com um inglês no comando) praticamente cercando a costa.

Madeira de Melo e as tropas restantes finalmente fugiram do país, retornando a Portugal enquanto eram perseguidos até Lisboa.

O dia em que Labatut e seus homens voltaram à cidade foi em 2 de julho de 1823, motivo pelo qual nesse dia até hoje se comemora com júbilo o Dia da Independência da Bahia.
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